A empresária obcecada por relacionamentos intensos e mortais

A mulher que foi presa na última sexta-feira (9), suspeita de matar e decapitar o ex-marido, ofereceu dinheiro aos policiais para não ser detida. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (12).

De acordo com a Polícia Civil, a jovem de 28 anos ofereceu R$ 10 mil aos policiais da Delegacia de Almirante Tamandaré. Por causa disso, além de responder por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, a suspeita também vai responder por corrupção ativa. A prisão aconteceu no município de Rio do Sul, em Santa Catarina.

Depoimentos de cinco testemunhas levaram a polícia à suspeita. Um dos ouvidos confirmou que foi contratado para matar Edivaldo e a outra pessoa ouviu detalhes de como decapitou a vítima. Além disso, um ex-namorado da mulher também foi assassinado.

O caso

Mulher é presa suspeita de assassinar e decapitar ex-marido

Uma mulher foi presa temporariamente nesta sexta-feira (9), suspeita de ter assassinado e decapitado o ex-marido, encontrado morto no dia 16 de outubro deste ano, na área rural de Colombo. A cabeça da vítima foi encontrada um dia depois, e sepultada separadamente ao corpo.

O desaparecimento de Edivaldo Dias, de 38 anos, foi registrado no dia 13 de outubro. Dias depois, por terem visto rastros de sangue no matagal, os moradores foram analisar e encontrar o corpo da vítima, que foi decapitada. Já no outro dia, 17 de outubro, crianças curiosas com a situação foram novamente ao local e encontraram a cabeça de Edivaldo.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, a mulher, de 38 anos, que foi presa em Rio do Sul (SC), foi considerada suspeita desde o início da investigação. “No dia 13, quando Dias desapareceu, havia uma ligação em seu celular realizada pela suspeita às 5h da manhã e já existiam Boletins de Ocorrência registrados pela vítima contra ela, dando conta de que ela teria tentado esfaqueá-lo”, explicou.

Além disso, uma denúncia anônima feita à Delegacia de Almirante Tamandaré afirmava que a suspeita teria levado o carro da vítima para um lava-car, localizado a cerca de 25 quilômetros de distância de sua residência. O delegado também esclareceu que uma nova investigação foi iniciada, pois um ex-namorado da suspeita também teria sido assassinado anos atrás.

Ao todo, cinco testemunhas foram ouvidas, entre elas duas sigilosas, concluindo a investigação. A suspeita estava foragida e foi presa por policiais da Delegacia de Almirante Tamandaré, para onde foi encaminhada e permanece à disposição da Justiça.