Após um ano, suspeito vai pra júri popular

Everton Vargas, réu no caso da morte da youtuber Isabelly Cristine Santos, será submetido a Júri Popular. A decisão foi divulgada pela Justiça na quinta-feira (14), exatamente um ano depois da morte da jovem. No mesmo dia a Justiça negou habeas corpus ao réu. Ainda não há informações sobre a data do Júri.

Pelas redes sociais a mãe de Isabelly, Rosania Santos, se disse muito triste, mas reafirmou que ‘lutará por Justiça sempre’. “Mães não desistam de lutar e mostrar que o amor de mãe é o mais puro, nem a partida para o outro lado mudou esse amor, muito ao contrário, só aumenta dia após dia”, escreveu.

A advogada que representa a família de Isabelly no caso, Thaise Mattar Assad, também se manifestou pelas redes sociais. “14/2/2019: 1 ano da morte de Isabelly Cristine Santos, 1 ano de saudades. Hoje, de forma simbólica, além de ter sido proferida a sentença de pronúncia, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, no julgamento do Habeas Corpus, decidiu por manter a prisão do acusado Everton. O dia de hoje não é de comemoração, é de luto. Vamos ao plenário do júri, em busca da justiça!”.

A morte

Isabelly com apenas 14 anos foi atingida por um tiro na cabeça na madrugada de 14 de fevereiro de 2018 na PR-412, quando passava pelo local de carro na companhia da mãe e de um amigo da família, que dirigia o veículo. A jovem voltava de uma entrevista que gravou para seu canal na internet.

Ela chegou a ser socorrida ao Pronto Socorro de Pontal do Paraná e na sequência foi encaminhada ao Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, onde teve a morte cerebral confirmada.  

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As investigações do caso apontaram que o tiro que atingiu a jovem partiu de um veículo Citroen Xsara Picasso. A polícia chegou então aos irmãos Everton e Cleverson Vargas. Os dois foram presos. No entanto, Cleverson foi colocado em liberdade em dezembro de 2018, após a justiça considerar que ele não havia contribuído efetivamente na morte de Isabelly. Na decisão de ontem, a Justiça também entendeu que Cleverson, que antes havia sido indiciado como partícipe no crime de homicídio, deve responder apenas por embriaguez ao volante, pois admitiu que havia ingerido bebida alcoólica e dirigia o carro no momento do crime.

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Já Everton responderá por homicídio qualificado por motivo torpe, além de porte ilegal de arma de fogo e munição.

Fonte: www.massanews.com